Virtuoso é quem tem virtude

Amazônia: Floresta Nacional

Erich Cavalcanti

Entre 25/05 e 01/06 de 2008; o registro de data não foi muito preciso.

 

Nos últimos dias foi possível notar certo olhar voltado à Amazônia. Governos estrangeiros nos acusam de destruí-la, nosso governo busca meios de poupá-la e índios querem demarcá-la. Apesar disso, o publico geral não consegue acompanhar os fatos e fica sem saber das minúcias do ocorrido.

 “Um dos pontos que será discutido no fórum é a medida do governo que impede o crédito oficial para produtores responsáveis por altas taxas de desmatamentos.”[G1] “ ‘Apoio para quem quiser regularizar, todo’. afirmou o ministro Minc” [G1]

 Explicando apenas o contexto geral destas citações às matérias do G1, temos que o governo brasileiro está tomando uma medida burocrática e legislativa para diminuir o desmatamento. Exigindo que os produtores se regularizem e dando apoio apenas aos regularizados procura-se evitar que quem prejudica a floresta amazônica possa trabalhar com auxílio do dinheiro público. Essa medida, apesar de estar totalmente coerente, sofre rebarbas por parte de alguns governadores e donos de terras.

 “O presidente brasileiro [viajou para Roma dia 30 para assistir à conferência sobre segurança alimentar convocada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e] aproveitará [...] para reforçar a "ofensiva diplomática" a favor dos combustíveis de origem vegetal e, especialmente, do etanol que o Brasil produz a partir da cana-de-açúcar.”[G1]

 

 Segundo a “Globo Rural” [jun/2007] o etanol produzido no Brasil a partir da cana-de-açúcar é melhor do que o etanol dos Estados Unidos produzido a partir do milho. Vide tabela:

 
    Cana  Milho
 Produção de Etanol  8 mil litros/ha  3 mil litros/ha
 Gasto de energia para produzir 1 litro  1.600 Kcal  6.600 Kcal
 Balanço energético  POSITIVO

 Gasta 1cal para gerar 3,24cal

 NEGATIVO

 Gasta 1cal para gerar 0,77 cal

 Custo de produção/litro  US$ 0,28  US$ 0,45
 Preço de venda/litro  US$ 0,42  US$ 0,92
 
 

 Maggi, governador do Mato Grosso, explica bem – em entrevista ao G1 [22/05 10h05] – a correlação entre produção de biocombustíveis, produção de alimentos e destruição da Amazônia. Ele demonstra – e podemos notar isso pela tabela acima – que o Brasil não tem custos grandes com a produção do etanol – se comparado aos Estados Unidos – e não desmata tanto.  Além disso – segundo afirmações do próprio Maggi – a produção de alimentos vem crescendo no Brasil. O país é um exemplo ao mundo de união sustentável entre etanol, alimentos e conservação, exemplo que países europeus e norte-americanos ainda não entenderam.

 

 Segundo artigo da Folha a legislação brasileira quanto à compra de terras por empresas estrangeiras com sedes no Brasil irá modificar. Antes, as empresas podiam adquirir terreno em qualquer ponto do país sem necessidade de autorização prévia, agora isso se findará. É uma medida que diminui a entrada dominante do estrangeiro na área verde brasileira, isso dificultará aos maus-intencionados, porém ambientalistas ainda temem que esta medida burocrática não funcione – eles [os estrangeiros] podem tentar burlar as leis.

 

 De qualquer modo, o Brasil está tentando impor a sua vontade e mostrar ao exterior – mesmo que com grande atraso – que a Amazônia nos pertence. Um exemplo claro foi a declaração de Lula nesta sexta-feira [30/05]:

 

 "O que nós não admitimos é que, quem não cuidou das suas florestas, quem não preservou e desmatou tudo e é responsável pela maioria dos gases de efeito estufa emitidos no ar, dê palpites no Brasil. Pelo amor de Deus, deixe que nós cuidamos das nossas coisas aqui", afirmou Lula.  [Folha – 30/03 – 19h30]

 

 A declaração dele chega após um artigo do jornal “The New York Times” que questiona de quem seria realmente a Amazônia e das afirmações de diversos personagens público, como Al Gore. ["ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós". Al Gore, 1989]

 

 Para reforçar a capacidade brasileira de gerar biodiesel sem abalar as coisas, temos ainda o dito pelo A Tarde [22/05 – 18h22]

 “Ele [o diretor da ONU] acredita que exista relação entre a produção de bioenergia e o preço dos alimentos, mas afirma que o Brasil encontrou formas de fazer um balanço entre os estoques e a produção de combustíveis, além de prestar atenção nos impactos ambientais.” 

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