Virtuoso é quem tem virtude

Resumo: Período Entre Guerras

Erich Cavalcanti

2006

 Período entre guerras 

 

Estados Unidos 

 Anos Felizes: meados de 1920

 Logo após a primeira grande guerra os Estados Unidos saíram como os principais vencedores, não por vencer a guerra, os vencedores foram Inglaterra e França, da tríplice entente (tinha Rússia também, mas saiu da guerra), porém ganharam grandes quantias em dinheiro (EUA) por emprestar dinheiro tanto para os vencedores (tríplice entente) quanto para os perdedores (tríplice aliança: Alemanha e Império austro-húngaro, Itália estava no grupo porém mudou de lado depois).

 O capitalismo cresce enquanto os EUA crescem e isso leva ao consumo desenfreado, seguido à tentativa empresarial de gerar cada vez mais lucros. Tudo seria maravilhoso se não houvesse uma pequena falha, as empresas começaram a demitir mais pessoas e pôr no lugar delas mais máquinas, logo o número de produtos aumenta enquanto o número de consumidores vai diminuindo. A lei da oferta e da procura nos mostra que neste momento os preços caem e então o sistema quebra. 

 Grande Depressão:1929

 Marcado pelo Crash (Quebra) da bolsa de valores de Nova York. Este problema influência todo o mundo, afinal, todos eram ligados à economia dos EUA.

 Para tentar sair da grande depressão o presidente Roosevelt prepara o New Deal. Este tinha como medidas: diminuir produção, empregar os desempregados (isto em obras civis) e criado relações empregado-patrão. Enquanto a crise durou, o capital isolou-se na mão de poucos e os pequenos empresários fecharam as portas. 

 Crise da Inglaterra 

 Agitada internamente por greves e reivindicações trabalhistas (1918 ocorre uma com participação de uns 2 milhões). Partido Trabalhista cresce e chega ao poder (1923), porém não resolve crise e permite que os Conservadores voltem ao poder (1935).

 Caso a União Soviética “mexesse uns pauzinhos” poderia ter apoiado o Partido Trabalhista e auxiliado um possível Socialismo Inglês.  

 Crise da França 

 Em 1923 invade bacia do Ruhr devido à divida que a Alemanha não pagou. Tempos depois evacua a bacia. O crash atinge a França em 1931. Em 1934 ocorre uma tentativa de golpe facista. Partido Comunista alia-se ao Partido Socialista e aos radicais de esquerda, surge a Frente Popular. A Frente Popular vence e se torna governo. 

 Crise da Itália 

 Itália sai da guerra com sede de vingança, mudou de lado em busca de ganhos e não ganhou nada. Surgem os seguintes partidos devido a crise: Partido Socialista, Partido Popular, Partido Comunista Italiano e a Confederação Geral do Trabalho. Contra este “perigo vermelho” surge o Partido Nacional Facista, que, apesar de ter menos representantes em comparação com o “perigo vermelho”, estava unido enquanto seus rivais divididos, o que facilitou sua chegada ao poder.

 Em 27 de outubro de 1922 ocorre a Marcha sobre Roma, cheia dos “camisas negras”, depois os facistas conseguem grande vitória eleitoral – através de fraude – e tomam o poder. Mussolini tornou-se o Ditador e admite “responsabilidade política, moral e histórica de tudo quanto aconteceu”.

 Caso os “vermelhos” fizessem como seria feito na França anos depois, se unido, teriam evitado o facismo e Mussolini. 

 Crise da Alemanha 

 Com a derrota da Alemanha na primeira grande guerra, o estado começa a definhar, perde territórios, é obrigado a pagar multas aos vencedores, o Kaiser Guilherme II é obrigado a abdicar. O Partido Social-Democrata se preparava para uma revolução como a russa, mas uma ala do partido tomou a dianteira e instaurou a república, a ala revolucionária se desliga do Social-Democrata e cria o Partido Comunista Alemão. Social-democratas criam freikorps para conter comunistas.

 A república Weimar: poder legislativo feito pelo Reichstag (parlamento), este composto por deputados eleitos livremente pelo povo. O presidente escolhia o chanceler (primeiro ministro), este com poderes extraordinários que poderiam abrir uma ditadura. 

 Os anos terríveis 1919 a 1923

 Época do Tratado de Versalhes, que abalou mais ainda o sistema alemão. Surge o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista), dizem que culpados são socio-comunistas judeus, ganham apoio empresarial. Tentativa de golpe Nazista por Adolf Hitler e Ludendorff, tentativa detida. Adolf Hitler escreve Mein Kampf na cadeia. 

 Euforia Alemã 1924 a 1929

 Recupera-se da crise com uso de empréstimos dos EUA (Plano Dawes). A inflação é findada e a economia se estabiliza (ministro das finanças, Hajalmar Schacht). Manifestações diminuem.

 Parlamento: Partido Social-Democrata: mais de 150 cadeiras. Partido Nazista: 12 cadeiras. Partido Comunista: umas 50 cadeiras. Partido do Centro Católico: 52 cadeiras.

 Nazistas se apoiam em base mais solida: Joseph Goebbels, grande propagandista, Ernest Roehm, cria SA (tropa de assalto), Heinrich Himmler, cria SS (tropa de elite). 

 Crise

 Sofre devido ao Crash nos EUA. Maniestações trabalhistas recomeçam, alta burguesia não gosta e financia nazistas para terminarem com isso. Essas medidas levaram à ascensão dos nazistas no parlamento, em 1932 já alcançavam uma quantidade de 230 deputados, enquanto o partido comunista detinha 89 cadeiras e o social-democrata 133, além do partido centro católico, este com 97 cadeiras.

 O que fez os nazistas tomarem o poder foi a desunião dentre os outros partidos, que sozinhos não batiam o partido nazista. Daí em diante os nazistas se ajustaram para acabar com a imagem dos social-democratas e dos comunistas, e conseguiram. 

 Ditaduras

 Ditadura Fascista na Itália 

 Feita por meio parlamentar, de tal modo que apenas existiam deputados fascistas e que eles só aprovassem algo que Mussolini aprovasse. Vários discursos eram feitos para tentar conquistar a massa reprimida e proibida de protestar, porém tais discursos chamavam atenção apenas dos médios e pequenos burgueses, aqueles que creiam no desenvolvimento italiano.

 Os fascistas se aliam de certo modo aos nazistas e são por estes levados à segunda guerra mundial.

 Algo a se lembrar da ditadura fascista foi o ‘trato’ com a Igreja Católica, quando ao dar-lhe independência (concedendo posse do Vaticano) o estado fascista passou a ser religiosamente aceito. As escolas ensinavam que Mussolini era um grande homem e ‘rezavam’ sempre ‘creia em Mussolini’. 

 Ditadura Nazista na Alemanha 

 Ao mesmo tempo que auxiliava-se as grandes indústrias bélicas e reprimia-se os operários dando-lhes cada vez mais um salário menor, a ditadura nazista influenciava o povo, isto com uso do Ministério do Reich para a Educação do Povo e Propaganda, ministrada por Goebbles.

 Hitler se mostrou, junto a Goebbles, um grande estrategista, nota-se isto quando no dia do trabalhador alemão ele anuncia ‘honra e respeito ao trabalhador’ e enquanto isso ele fechava sindicatos e extinguia partidos políticos.

 Mein Kampf é o livro que guia os nazistas, eles passam a odiar a França, desejar terras soviéticas, crer que os arianos são superiores a todos os outros e incentivar o anti-semitismo.

 Graças a interesses europeus de ir contra a união soviética e às manobras alemãs, o tratado de Versalhes é aos poucos esquecido.

 França e Inglaterra foram ludibriados ao crer que Alemanha atacaria os soviéticos, cumpriram então diversas das exigências de anexação dos alemãs, deram-lhes a Áustria, parte da Tchecoslováquia e a Polônia. Ao fim de tudo Hitler assina um pacto de não-agressão com a União Soviética.  

 Ditadura em Portugal 

 Enquanto Europa evoluía Portugal permanecia a margem, continuava uma monarquia até 1910. Então golpes mudaram o poder, uma ditadura ao estilo fascista foi instaurado por Salazar e este regime só veio a cair em 1974. 

 Ditadura na Espanha

 Monarquia dura até 1931 e então um governo democrata é instaurado por Alcalá Zamora, inda assim dando insatisfações ao povo. Agitações sociais fez o poder pular de mão em mão. Os partidos se dividiam entre os populares (partido socialista, partido comunista, FAI; a Frente Popular) e o fascista (Falange).

 A Guerra Civil Espanhola definiu o destino do país, diversos países (inclusive a União Soviética –em mínima escala- e o Brasil) auxiliaram a Frente popular, exclui-se desta lista a França e Inglaterra (que exibiam uma fachada democrata), enquanto apenas a Alemanha e Itália auxiliavam a Falange, porém de maneira intensa, o que permitiu vitória desse grupamento, iniciava-se a ditadura de Franco.

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