Virtuoso é quem tem virtude

RPG

Role-Playing Game, um jogo de interpretação de personagem onde o principal instrumento é a imaginação.

É difícil descrever o RPG para aqueles que nunca viram uma partida do jogo. Digamos que seja como uma peça teatral, os jogadores são os atores da peça e uma das pessoas será o "mestre" - o diretor -. Agora visualize o seguinte: toda a interpretação desta "peça" ocorre na base da fala e da imaginação, os jogadores não precisam ficar atuando e andando por um palco -isso até que ocorre às vezes... mas não é regra geral- e não existe um roteiro para seguir. 

Os personagem têm Total liberdade para agir do modo que bem entenderem durante o jogo, ou seja, se você -como jogador- está interpretando um guerreiro ágil e fracote -por exemplo- e encontra uma fera imensa à sua frente -quem descreve e determina o que você vê ou encontra é o mestre- pode, não somente lutar -o que é possível fazer nos jogos de MMORPG ou em outros jogos de PC- como também sair correndo, tentar se esconder, subir pelas paredes, pegar algo do cenário para te ajudar, morder o monstro, dar tchauzinho e sair pulando ou até simplesmente tentar intimidá-lo, qualquer coisa mirabolante é válida - e é aí que está a diversão do RPG-.

O RPG começou com o Dungeons And Dragons (D&D), muitos já ouviram falar deste nome -apesar de quem não conhece o RPG não o associar ao jogo-. O filme "Dungeons and Dragons" e o desenho "Caverna do Dragão", são -ambos- inspirados neste sistema clássico de jogo de RPG. Por que clássico? Simplesmente pelo estilo desenvolvido pelo D&D -o de fantasia medieval- ser o mais explorado pelas publicações do mundo rpgístico. Algo característico do D&D são as classes de personagens, é como se fossem "pacotes" do que o personagem tem ou precisa ter para ter um estilo; a partir do sistema de classes, fica mais fácil que se crie personagens padrões, como guerreiros, ladinos, magos e bárbaros. O D&D tem um sistema de níveis muito similar à maioria dos jogos, você começa em um nível, precisa de certa quantidade de pontos de experiência para passar ao segundo nível e no nível seguinte precisará de mais pontos ainda para passar de nível; Para conseguir os pontos basta enfrentar certos desafios durante as aventuras, como armadilhas e monstros. O D&D é, também, o jogo de RPG que introduziu a idéia dos dados, não estou falando de dados comuns de seis faces, mas disto:

Note a existência de dados de diversos tipos. Há o d4, d6, d8, d10, d12 e d20; não entendeu o que esses "d's" significam? É simples, o d4 tem quatro faces, o d6 tem seis faces, e assim segue.
Existe muita coisa que poderia ser falada aqui sobre o D&D, mas não há espaço suficiente para tal.

Outros dois sistemas de jogo que surgiram após o D&D e que são de suma importância hoje em dia são o Storytelling e o GURPS.

GURPS é um sistema genérico que preza pelo realismo. O que significa ser um sistema genérico? Significa que ele é útil para jogar em Qualquer era, desde a era tribal à futurista e desde um cenário fantasioso à pura realidade. O GURPS é jogado tendo-se três dados comuns, o que facilita imensamente a aquisição de materiais para as partidas. Aqui no Brasil o sistema não é muito difundido, não por culpa do jogo em si, visto que o sistema é super bem feito, mas por culpa da editora Devir, responsável pelo GURPS no Brasil e que não parece se dar muita atenção ao sistema. Considero que os principais diferenciais do Gurps são:
1- Ser genérico
2- Permitir o super-realismo, caso você use as regras apresentadas (há regra até para cavar buracos!) ou o não-realismo (é só ignorar as regras que dão realismo)
3- Há uma IMENSA lista de pericias, sendo que você escolhe as que melhores convierem ao seu personagem. A lista é imensa para poder abranger a todo tipo de cenário.
4-  Seu personagem tem vantagens, desvantagens e peculiaridades. Isto é, características que o definem e o tornam um ser único; às vezes estas características ajudam ou atrapalham em algo durante o jogo, mas -às vezes- são apenas para adicionar mais coisas à interpretação -como dizer que seu personagem gosta de azul-.

Storytelling tem como principal principio a interpretação, ele é o sistema que mais preza por isto. Diferente do GURPS e do D&D ele tem diversos "sistemas internos". É que existe uma essência para o sistema de regras do Storytelling, mas cada livro dele tem suas regras distintas para o que pretende. As publicações mais conhecidas são Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O apocalipse. Foi provavelmente o Storytelling que iniciou o RPG Horror, quando ao invés de você interpretar o "mocinho", você jogará como o "vilão". isto não quer dizer de modo algum que ele incentive as pessoas ao mal, pelo contrário, algo interessante em Vampiro: A Máscara é a existência a característica "humanidade", qual você deve se esforçar o máximo para manter, caso você faça coisas que te aproximem de sua "fera interior" você perde a humanidade, por isto os personagens buscam fazer o máximo para conter a fera e manter sua humanidade. De certo modo isto tem tudo haver com o ser humano, cheio de instintos interiores quais devem ser corretamente controlados; muito jogadores começam a ter mais controle sobre si mesmos graças ao jogo. Considero como principais diferenciais do Storytelling, nas questões de regras do jogo, o fato de só usarem dados de 10 faces -em compensação são Muitos d10- para poder fazer os testes e de os atributos de jogo serem divididos em três categorias padrões: físico, social e mental.
O jogo se passa em um cenário especial, como era de se esperar, este cenário é o "mundo das trevas". Hoje em dia já existem dois mundos das trevas, o original -que já teve sua história encerrada, ou seja, já houve o "fim do mundo"- e o Novo Mundo das Trevas -que não parece pretender ter nenhum fim-.

Surgiram, é claro, outros sistemas de RPG. A maioria era claramente inspirada em um dos três acima, ou em uma combinação deles. O Daemon e o OperaRPG parecem, porém, ter um sistema de regras um pouco distinto. O 3D&T é super-inspirado em outros sistemas e é mostrado como o mais simples sistema de rpg do Brasil, sendo um dos que atraiu mais pessoas ao hobby -eu mesmo, conheci o RPG graças aos manuais do 3D&T-. Há também o Sigma RPG, qual eu considero muito mais simples que o 3D&T, e que parece ter sido uma clara simplificação do Storytelling. Eu estou também criando o meu sistema de RPG, o Virtudious; baseado em certas idéias do gurps (características, perícias, psiquismo), do storytelling (rolagem de dados, preenchimento da ficha), do D&D (níveis, talentos, magias) entre outras "inspirações".

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